segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Câncer de Mama


Desvende os 10 principais mitos sobre o câncer de mama

Desconhecimento da população atrapalha a prevenção e o tratamento da doença

Por Laura Tavares - publicado em 01/10/2012
 
 
O mês de outubro marca um período de mobilização internacional chamado Outubro Rosa, campanha com objetivo de informar a população sobre a prevenção do câncer de mama, variação que mais mata mulheres no Brasil, apesar de também afetar os homens, ainda que em menor proporção (1 homem a cada 100 mulheres).

O grande número de casos, no entanto, acabou dando origem a muitos mitos sobre a doença. Para esclarecê-los de uma vez por todas, conversamos com os especialistas que mais entendem do assunto. Desvende um por um e aprenda como se prevenir corretamente ou melhorar a adesão ao tratamento.
 

MITO 1: o câncer de mama sempre aparece como um caroço

Existem duas formas principais de aparecimento do câncer de mama. "A primeira delas é o nódulo ou caroço, como é popularmente conhecido", afirma o mastologista Eduardo Millen, diretor da Sociedade Brasileira de Mastologia. A outra forma mais comum é a microcalcificação. "Neste caso, apenas a mamografia consegue fazer o diagnóstico precoce, quando ele tem, no mínimo, 1 milímetro", aponta. Em torno de 1,5 e 2 centímetros, essa calcificação já consegue ser identificada pelo exame clínico feito por um bom mastologista. Há casos menos comuns ainda em que ocorre uma secreção sanguinolenta pelo mamilo de forma espontânea ou descamação da auréola e do mamilo.
Mulher em consulta médica - Foto Getty Images

MITO 2: todo caroço na mama é um câncer

Nem todo caroço na mama é um câncer. "Na verdade, a maioria dos nódulos que surgem são benignos", afirma o mastologista Silvio Bromberg, do Hospital Albert Einstein. Geralmente, eles são fibroadenomas ou proliferações das células da glândula mamária. Existem ainda os falsos nódulos ou cistos. Neste caso, o potencial de malignidade é nulo, já que o caroço não é nem mesmo sólido.

De qualquer maneira, qualquer paciente que identificar um caroço no seio deve procurar um mastologista, independente da idade. Mesmo um nódulo benigno pode exigir acompanhamento médico para que não cresça ou se torne maligno.
Mulher passando desodorante - Foto Getty Images

MITO 3: antitranspirantes e desodorantes favorecem o aparecimento do câncer de mama

"Não há qualquer relação entre o uso de antitranspirantes ou desodorantes e o câncer de mama", afirma a mastologista Maria do Socorro Maciel, diretora de mastologia do Hospital A. C. Camargo. Nenhum estudo comprovou que o uso, seja de produtos roll on, spray ou aerosol, favoreça o desenvolvimento da doença.
Idoso com enfermeira - Foto Getty Images

MITO 4: apenas mulheres com histórico de câncer de mama na família podem ter a doença

"Qualquer pessoa em qualquer idade pode desenvolver um câncer de mama, independente do sexo, da cor ou do histórico familiar", afirma o mastologista Eduardo. Ele aponta, entretanto, que alguns pacientes apresentam um risco maior de ter a doença do que outras. Elas se enquadram nos chamados 'grupos de risco'.

O primeiro grupo de risco é o daqueles que têm dois ou mais parentes que tiveram câncer de mama ou de ovário antes da menopausa, no caso das mulheres. O segundo se refere aos grupos que apresentaram mutações genéticas diretamente ligados ao câncer de mama. O terceiro grupo inclui pacientes que receberam tratamento contra o câncer com radioterapia no tórax antes dos 25 anos. "Depois dessa idade, o DNA não sofre mutações que podem favorecer o câncer de mama", diz o especialista.

Quem pertence a um desses grupos deve começar a fazer exames de mamografia a partir dos 25 anos, aproximadamente. As demais pessoas devem começar a prevenção com a mamografia a partir dos 40 ou 50 anos.
Biópsia - Foto Getty Images

MITO 5: a biópsia do câncer de mama pode causar uma metástase

"A metástase pode acontecer quando o câncer apresenta células capazes de se deslocar e implantar em outras partes do corpo, o que independe da realização ou não de uma biópsia", afirma a mastologista Maria do Socorro.
Sutiã justo - Foto Getty Images

MITO 6: sutiã apertado pode causar câncer de mama

Com ou sem aro, com ou sem bojo, com alças largas ou finas, não importa. "O sutiã não favorece o desenvolvimento do câncer de mama", afirma o mastologista Eduardo. Nenhum estudo foi capaz de provar ação de causa e efeito.
Mamografia - Foto Getty Images

MITO 7: autoexame dispensa a mamografia

O autoexame das mamas caiu por terra. "Nenhum estudo conseguiu provar que ele diminui a mortalidade por câncer de mama", afirma o especialista Silvio. Por isso, nada dispensa consultas com mastologistas ou exames de mamografia. De qualquer forma, o toque durante o banho ou em outro momento mais calmo ajuda a identificar lesões ou nódulos. Quando isso acontece, a primeira medida é procurar um médico para uma avaliação mais detalhada.
Mulher colocando o sutiã - Foto Getty Images

MITO 8: mulheres com seios pequenos não têm câncer de mama

"A chance de uma mulher desenvolver câncer de mama não está relacionada ao tamanho dos seios", afirma o mastologista Eduardo. Verdadeiros fatores de risco são a obesidade, a hereditariedade e o cultivo de maus hábitos, como fumar.
Mulher segurando próteses de silicone - Foto Getty Images

MITO 9: próteses de silicone favorecem o desenvolvimento do câncer de mama

"Próteses de silicone não aumentam o risco de desenvolver o câncer de mama", diz o especialista Silvio. Antes de fazer o implante, entretanto, recomenda-se realizar uma consulta com um mastologista para ter certeza de que não há qualquer nódulo nas mamas.
Ultrassom da mama - Foto Getty Images

MITO 10: próteses de silicone atrapalham o diagnóstico do câncer de mama, piorando o tratamento

As próteses podem dificultar um pouco o diagnóstico do câncer de mama, dependendo do tipo ou do tamanho dos implantes ou de onde esses implantes foram colocados. Vale ressaltar, entretanto, que esse obstáculo não interfere de maneira alguma no tratamento da doença. "Mesmo com a prótese, o câncer de mama ainda é identificado em estágio inicial, desde que a mulher faça mamografias regularmente", afirma a especialista Maria do Socorro.
 
 
 
Fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/15646-desvende-os-10-principais-mitos-sobre-o-cancer-de-mama
 

Curso de Aperfeiçoamento Médico em Radiologia e Diagnóstico por Imagem


A Transduson Medicina Diagnóstica, clínica de São Paulo (SP), abriu inscrições para 2 (duas) vagas para o Curso de Aperfeiçoamento em Radiologia e Diagnóstico por Imagem em 2013. Ele terá duração de 3 (três) anos e será iniciado em 01/03/2013. Coordenadora: Dra. Luciana Dias Rodrigues Francisco.

Informações: http://www.transduson.com.br/, pelos telefones: (11) 4185-8596 / 7772-9781 (Cristiane ou Janaina) ou pelo e-mail: estagiomedico@transduson.com.br
...


Inscrições: http://www.transduson.com.br/. Processo seletivo: 16/02/2013. Serão duas etapas, sendo a primeira uma prova de conhecimentos gerais e a segunda formada por prova prática, entrevista pessoal e análise curricular.

http://www.transduson.com.br/site/default.asp
Ver mais

— em Transduson Médicos Associados

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Ovário policístico: reconheça e trate

Hormônios em crise Tratar os ovários policísticos ainda na adolescência pode prevenir futuras encrencas cardiovasculares.


As duas fábricas de óvulos estão com problemas na linha de montagem. E a notícia repercute no corpo inteiro. O distúrbio atende pelo nome de ovários policísticos (SOP), afeta entre 10% e 15% das mulheres e se manifesta na adolescência. "Ele não tem uma causa específica, mas está associado ao aumento desproporcional da produção de androgênio, o hormônio masculino", conta o especialista em reprodução humana Jorge Haddad Filho, coordenador do Programa de Reprodução Assistida da Universidade Federal de São Paulo.

"Questionar se essa alta é o motivo ou a conseqüência do problema soa como a pergunta sobre quem veio primeiro o ovo ou a galinha", completa. Pois é, ainda há muito o que descobrir a respeito da SOP. Mas a ciência desconfia que alterações genéticas estejam por trás dela. Uma delas seria responsável pela chamada resistência à insulina, hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue. Esse distúrbio, por sua vez, levaria a síndrome metabólica e um pacote de encrencas, como obesidade, gordura abdominal, colesterol e triglicérides alterados, pressão alta e diabete, capazes de levar a doenças cardiovasculares.

"Queremos saber quais tratamentos ajudariam a evitar tanta complicação", diz a ginecologista Carolina Sales Vieira, uma das coordenadoras de um estudo do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, que, durante um ano, vai avaliar 88 portadoras da SOP. Para o diagnóstico dessa síndrome os especialistas recorrem a um exame de ultra-som, além de levar em conta sintomas como irregularidade do ciclo menstrual e aparecimento de características masculinas.

"Só dá para afirmar que há SOP depois de dois anos da primeira menstruação, porque antes disso as conexões entre ovários e cérebro ainda não estão estabilizadas", explica Carolina. Nem todas as mulheres com ovários policísticos apresentam resistência à insulina, distúrbio que pode desencadear o diabete tipo 2 e levar ao entupimento de vasos sangüíneos.

por Angelo Massaine | design Thiago Lyra

Fonte: http://saude.abril.com.br/edicoes/0288/familia/conteudo_246804.shtml?utm_source=redesabril_saude&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_saude&