segunda-feira, 9 de junho de 2014

Tomate na prevenção do câncer de mama

 
 
Velho conhecido da ala masculina, que tem nele um aliado contra o câncer de próstata, o tomate agora mostra uma nova vocação: aplacar a probabilidade de mulheres na pós-menopausa desenvolverem tumores mamários. O achado vem do Ohio State University Comprehensive Cancer Center, nos Estados Unidos.
Na investigação, 70 voluntárias seguiram uma dieta enriquecida com o fruto do tomateiro por dez semanas. Depois desse período, ficaram 14 dias sem passar perto do alimento. Daí, por outras dez semanas, investiram na soja. "Percebemos que o consumo do tomate fez os níveis de adiponectina subirem 9%. Nas mulheres que não eram obesas, essa taxa elevou 13%", revela Adana Llanos, professora-assistente de epidemiologia na Escola de Saúde Pública Rutgers. "Quantidades altas desse hormônio estão associadas a uma redução no risco de ter câncer de mama", explica.
O que permanece um mistério é de que forma o tomate ajudaria na empreitada. Por enquanto, vale saber que as integrantes da pesquisa consumiram o correspondente a 25 miligramas de licopeno - antioxidante poderoso encontrado no alimento. Ou seja, um copo de suco de tomate ou uma combinação de sua sopa com meio copo do famoso molho vermelho que recobre as massas.

Fonte :http://mdemulher.abril.com.br/saude/reportagem/alimenta-saude/tomate-prevencao-cancer-mama-784439.shtml

Atualizado em 30/05/2014
Thaís Manarini
 

Fitoterapia: unha-de-gato ajuda no tratamento do câncer

O grande poder anti-inflamatório da Uncaria tomentosa, principalmente no tratamento de problemas reumatológicos, já era conhecido. Agora, cientistas do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) e da Faculdade de Medicina do ABC, na Grande São Paulo, descobriram que a planta amazônica também tem o seu valor nos cuidados de pacientes com tumores metastáticos em estágio avançado. No trabalho, 51 voluntários receberam pílulas com extrato de unha-de-gato três vezes ao dia, por dois meses. Após esse tempo, eles relataram se sentir menos cansados. "Nós observamos melhora na qualidade de vida e até uma redução na evolução da doença", acrescenta o oncologista Auro del Giglio, autor da pesquisa. Para ter ideia, cerca de 8% dos participantes viram a doença estagnar por um ano. "Apesar do achado encorajador, precisamos de mais estudos para comprovar a eficácia da unha-de-gato", ressalta Del Giglio.
Conheça outros fitoterápicos que teriam um papel frente ao câncer:

Guaraná
O mesmo grupo de cientistas do IBCC revelou que esse fruto, também amazônico, melhora a fadiga dos acometidos pela enfermidade.

Aveloz
Num experimento feito em células in vitro, a planta eliminou diversos tipos de tumor. Falta testá-la em animais e seres humanos.

Alho
Inúmeras investigações mostram que o tempero ajuda a prevenir cânceres de próstata, útero, estômago e intestino.

Gengibre
Segundo artigos científicos, a erva de origem asiática reduz a sensação de náusea e os vômitos - reações adversas da quimioterapia.

O grande poder anti-inflamatório da Uncaria tomentosa, principalmente no tratamento de problemas reumatológicos, já era conhecido. Agora, cientistas do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) e da Faculdade de Medicina do ABC, na Grande São Paulo, descobriram que a planta amazônica também tem o seu valor nos cuidados de pacientes com tumores metastáticos em estágio avançado. No trabalho, 51 voluntários receberam pílulas com extrato de unha-de-gato três vezes ao dia, por dois meses. Após esse tempo, eles relataram se sentir menos cansados. "Nós observamos melhora na qualidade de vida e até uma redução na evolução da doença", acrescenta o oncologista Auro del Giglio, autor da pesquisa. Para ter ideia, cerca de 8% dos participantes viram a doença estagnar por um ano. "Apesar do achado encorajador, precisamos de mais estudos para comprovar a eficácia da unha-de-gato", ressalta Del Giglio.
Conheça outros fitoterápicos que teriam um papel frente ao câncer:

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O mesmo grupo de cientistas do IBCC revelou que esse fruto, também amazônico, melhora a fadiga dos acometidos pela enfermidade.

Aveloz
Num experimento feito em células in vitro, a planta eliminou diversos tipos de tumor. Falta testá-la em animais e seres humanos.

Alho
Inúmeras investigações mostram que o tempero ajuda a prevenir cânceres de próstata, útero, estômago e intestino.

Gengibre
Segundo artigos científicos, a erva de origem asiática reduz a sensação de náusea e os vômitos - reações adversas da quimioterapia.

 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

SUS já vacinou mais de 50% de meninas contra HPV no Brasil

Data de Cadastro: 31/03/2014 as 16:03:57 alterado em 01/04/2014 as 17:04:29

Balanço do Ministério da Saúde indica que 2,4 milhões de meninas já foram vacinadas nas três primeiras semanas. A OMS reforça a segurança da vacina.
Mais de 2,4 milhões de meninas já foram vacinadas contra HPV em todo o país, nas três primeiras semanas da campanha, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira (31) pelo Ministério da Saúde. O número representa 58% da meta do Ministério da Saúde, que é vacinar 80% do público-alvo, o equivalente a 4,1 milhões de meninas na faixa etária de 11 a 13 anos. A vacina utilizada no Brasil é segura e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, considera positiva a cobertura vacinal nas primeiras semanas de implantação da vacina na rede pública. “Isso prova que a população está consciente sobre a importância desta vacina na proteção contra o câncer do colo do útero. Com a continuidade da mobilização nos estados, acredito que atingiremos a meta de vacinar 4,1 milhões de meninas”, afirmou.
Os estados com maior adesão à vacina, até o momento, são: Santa Catarina com 85% (106 mil meninas vacinadas), São Paulo 80% (643 mil), Rio Grande do Sul 73% (151 mil), Espírito Santo 73% (53 mil) e Tocantins 73% (25 mil).
O Ministério da Saúde recomenda que a primeira dose (de um total de três) seja aplicada nas escolas públicas e privadas que aderiram à estratégia iniciada no dia 10 de março. A vacina também está disponível nos 36 mil postos da rede pública de saúde durante todo o ano. A segunda dose será aplicada com intervalo de seis meses e a terceira, de reforço, cinco anos após a primeira dose.
SEGURANÇA DA VACINA – Usada como estratégia de saúde pública em 51 países, a vacina utilizada no Brasil é recomendada pela OMS e tem eficácia de 98% contra o vírus HPV. O Comitê Consultivo Mundial sobre Segurança das Vacinas, responsável por prestar assessoramento científico à OMS, atestou novamente a segurança da vacina contra o HPV, durante reunião realizada no dia 12 de março.
Desde o lançamento da vacina contra o HPV, em 2006, mais de 170 milhões de doses foram aplicadas no mundo.  Diversos estudos que monitoraram durante anos, milhares de pessoas vacinadas na Austrália, Europa e América do Norte, excluíram a ocorrência de eventos adversos graves ou permanentes.
PROTEÇÃO - Para o primeiro ano de vacinação, o Ministério da Saúde adquiriu 15 milhões de doses. A vacina utilizada é a quadrivalente, que confere proteção contra quatro subtipos (6, 11, 16 e 18) do HPV, dos quais dois (subtipos 16 e 18) são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero em todo mundo.
A vacinação é o primeiro de uma série de cuidados que a mulher deve adotar para a prevenção do HPV e do câncer do colo do útero. Ela não substitui a realização do exame preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais. O Ministério da Saúde orienta que mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos negativos.
CAMPANHA – O Ministério da Saúde iniciou em março a veiculação da campanha publicitária para orientar a população sobre a importância da prevenção contra o câncer do colo de útero em TV, rádios e jornais. Com o tema “Cada menina é de um jeito, mas todas precisam de proteção”, as peças convocam as adolescentes para se vacinar e alertam as mulheres sobre a prevenção. Estimativas indicam que 270 mil mulheres, no mundo, morreram devido ao câncer de colo do útero. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) prevê o surgimento de 15 mil novos casos e cerca de 4,8 mil óbitos, em decorrência da doença, apenas neste ano.
VACINAÇÃO POR UF*
*Números calculados com base na meta de 80% (4,1 milhões de meninas Brasil)
Estado
TOTAL
Meta
Doses aplicadas
cobertura %
AC
21.748
 6.848
31%
AM
98.349
 7.899
8%
AP
19.915
 3.432
17%
PA
204.991
 91.921
45%
RO
37.663
 21.064
56%
RR
12.935
 7.937
61%
TO
34.935
 25.650
73%
NORTE
430.537
 164.751
38%
AL
82.410
 55.215
67%
BA
321.634
180.672
56%
CE
205.876
 113.453
55%
MA
176.917
 77.288
44%
PB
83.768
 41.051
49%
PE
202.662
 99.482
49%
PI
74.638
 37.706
51%
RN
71.026
 39.628
56%
SE
50.713
 35.473
70%
NORDESTE
1.269.643
 677.303
53%
ES
73.456
 53.727
73%
MG
407.261
 210.106
52%
RJ
317.591
 168.662
53%
SP
808.318
 643.246
80%
SUDESTE
1.606.626
 1.075.741
67%
PR
218.395
 117.556
54%
RS
206.514
 151.574
73%
SC
125.970
 106.692
85%
SUL
550.879
 375.822
68%
DF
87.979
 25.480
29%
GO
129.508
 78.349
60%
MS
53.935
 9.729
18%
MT
68.082
 37.830
56%
CENTRO-OESTE
339.505
 151.388
45%
TOTAL BRASIL
4.197.190
 2.445.005
58%
Por Carlos Américo e Aline Reis, da Agência SaúdeAtendimento à imprensa – Ascom/MS(61) 3315-2577/6258/3580